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Notícias Importantes

Alfândega de Santos tem arrecadação recorde em julho (O Estado de S. Paulo 18/08)
A Alfândega do Porto de Santos bateu recorde de arrecadação em julho, superando a marca de R$ 1 bilhão. A arrecadação do mês passado somou R$ 1,007 bilhão, valor 49,5% maior que o arrecadado em julho do ano passado e que ultrapassa o recorde de R$ 931 milhões registrado em maio de 2008.
De acordo com a Receita Federal, o resultado, considerado "espetacular", aconteceu por causa dos incrementos na eficiência e eficácia do trabalho desempenhado pelos servidores da Alfândega santista, principalmente no combate à fraude de valor e às falsas declarações de conteúdo. A aduana lembra que o resultado é mais positivo ainda ao se considerar que a cotação do dólar ante o real caiu 12% e a tonelagem das importações subiu apenas 9,5% no comparativo entre julho de 2007 e julho de 2008. A Alfândega afirma também que tendência é de novos recordes de arrecadação.

Montadoras investem R$ 4,4 bi em caminhões (O Estado de S. Paulo 12/08)

A indústria brasileira de caminhões e ônibus tem previstos novos investimentos de R$ 4,4 bilhões para aumento de capacidade produtiva, modernização de sistemas e novos produtos. Com o aporte, o setor ampliará sua capacidade produtiva em quase 80%, atingindo números superiores a 300 mil veículos por ano. Esse volume colocará o País entre os maiores fabricantes mundiais, atrás de países como China e Índia. Hoje, o Brasil é o sexto do ranking em caminhões e o terceiro em ônibus.
O mais recente plano de investimento foi anunciado ontem pela Mercedes-Benz, que vai aplicar R$ 1,5 bilhão no ABC paulista nos próximos três anos. É o maior programa trienal já anunciado pela montadora, que ampliará a capacidade produtiva da fábrica de São Bernardo do Campo em 25% (para algo perto de 75 mil unidades ao ano) a partir de 2009.
A Volkswagen planeja investimentos de R$ 2 bilhões nos próximos dez anos para a fábrica de Resende (RJ), que ampliará sua capacidade de 47 mil para 150 mil caminhões e ônibus por ano. A Iveco, do grupo Fiat, aprovou verba de R$ 570 milhões entre 2008 e 2010 para a fábrica de Sete Lagoas (MG), enquanto a Ford gastará R$ 336 milhões até 2011 na filial de São Bernardo.
A Volvo encerra este ano um programa de US$ 110 milhões gastos a partir de 2006 e apresentará novo plano nos próximos meses. Hoje, a montadora anunciará a criação de um segundo turno de trabalho na linha de caminhões da fábrica em Curitiba (PR), de acordo com fontes do mercado. A Scania não informou números.

Pequenas e médias empresas ganham destaque em feira de logística em SP (Vitrine 02/08)

De 5 a 8 de agosto, empresários e profissionais da indústria e comércio, além de profissionais do setor de logística, embalagem e transporte de materiais têm um encontro marcado com a modernidade e com o que existe de melhor em termos de equipamentos, softwares de controle de fluxo e gestão de armazéns. É quando acontece a MOVIMAT 2008, o maior evento de intralogística da América Latina.
A MOVIMAT 2008 é uma feira para todos os ramos da atividade econômica, da indústria ao prestador de serviços. As grandes empresas nacionais e internacionais terão ao seu alcance a excelência dos sistemas integrados automáticos, por exemplo. Já pequenos e médios merecerão especial atenção. Terão ao alcance soluções simples, de investimento acessível, e altíssima eficiência para agregar valor às suas iniciativas.
Quaisquer empresas que lidam com movimentação de materiais e entrega de produtos encontrarão equipamentos e respostas capazes de garantir ganho de produtividade e, ao mesmo tempo, de promover considerável redução de custos. Aliás, dependendo das características do negócio, um investimento correto em movimentação e armazenagem de materiais pode representar um aumento de cerca de 50% em produtividade, qualidade e capacidade de estocagem, entre outros tantos benefícios. Isso, é óbvio, reflete-se também na maior capacidade de chegar ao consumidor com agilidade e bom preço.
                                        Expositores e público seletos

Promovida pela IMAM Feiras e Comércio, a MOVIMAT 2008 será realizada na cidade de São Paulo, no Expo Center Norte, das 14h às 21h. Com cerca de 200 expositores de ponta e uma notoriedade internacional construída desde sua primeira edição em 1981, tem a expectativa de receber mais de 30.000 visitantes do Brasil e de países como Argentina, Chile, entre outros.
“Trata-se de uma oportunidade impar para captar negócios, para a geração de contatos, para prospecção de clientes”, comenta Edson Carillo Júnior, diretor da IMAM. “Outro fator que faz desse evento uma referência no segmento é a apresentação das soluções mais avançadas da intralogística, movimentação e armazenagem de materiais, como os sistemas de automação, empilhadeiras, transportadores contínuos, entre tantos outros.

De acordo com Reinaldo Moura, diretor da IMAM, a MOVIMAT 2008 também propiciará a expositores e visitantes o “estado da arte” em sistemas logísticos. Portanto, espera-se, além do empresariado de todos os portes, gerentes e supervisores de logística e “supply chain”, engenheiros industriais, profissionais das áreas de suprimentos, de armazenagem, entre tantos outros.
“É a grande chance anual de todo o setor se reciclar e tomar conhecimento do que existe de melhor nesse mercado e aproveitar para fazer relacionamento”, pondera Reinaldo Moura.

Vale registrar que o setor de movimentação e armazenagem atingiu nos últimos dois anos um crescimento médio de 25% ao ano. A MOVIMAT 2008 objetiva contribuir com essa ascensão.
A sofisticação está abrindo caminho para a simplicidade no mundo da intralogística, afirma Reinaldo Moura. “É por isso que o futuro para este setor e para seus usuários se avizinha promissor”.
Integrados à feira, dois seminários serão apresentados: no dia 6 de agosto, das 8h às 18h, o IntraLogística, destinado a profissionais de pequenas e médias empresas e abordará a iniciação à logística interna; em 7 e 8 de agosto, das 8h às 18h, o Logismat, apresentará estudos de casos e visitas técnicas para empresas já consolidadas no mercado.

ANTT reajusta pedágios da Dutra e da Ponte Rio-Niterói (O Estado de S Paulo 31/07) 
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou hoje o reajuste das tarifas de pedágio da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no trecho entre São Paulo e Rio, e da Ponte Rio-Niterói (BR-101).
A variação tarifária do pedágio da Dutra será de 8,97%. Com isso, a tarifa básica de R$ 7,80 foi reajustada para R$ 8,50, nas praças de pedágio de Moreira Cesar, Itatiaia e Viúva Graça; de R$ 3,80 para R$ 4,20 nas praças de pedágio de Parateí Sul e Parateí Norte e de R$ 3,40 para R$ 3,70, na praça de Jacareí.
Na Ponte Rio-Niterói, a variação será de 8,57%. A tarifa passará dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80.
As duas resoluções da ANTT foram publicadas hoje no Diário Oficial da União (D.O.U.) e o reajuste, nos dois casos, passará a vigorar a partir da meia-noite de amanhã.

Gol e Varig vão se unir em uma só companhia (O Estado de S Paulo 31/07) 
A companhia de aviação Gol anunciou ontem, em comunicado, que pediu autorização para reestruturação societária de suas subsidárias à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com o comunicado, a Gol Transportes Aéreos e a Varig Linhas Aéreas, após a reorganização, passariam a ser uma só companhia aérea. Conforme a empresa, o objetivo da mudança é otimizar a estrutura operacional do grupo, com o objetivo de ampliar a eficiência na prestação de serviços de transporte aéreo.
"Será possível integrar as operações da GTA (Gol) e VRG (Varig), explorar sinergias e ampliar e melhorar a oferta de serviços aos clientes", diz o comunicado. Ainda segundo a Gol, "a reorganização vai otimizar as receitas e reduzir custos financeiros e operacionais". De acordo com a empresa aérea, a aprovação da reorganização pela Anac será informada aos acionistas e ao mercado, assim como a finalização das mudanças anunciadas ontem.
A Gol comprou a Varig no fim de março do ano passado, em um negócio estimado em US$ 320 milhões, em dinheiro e ações. A Varig havia sido comprada pela ex-subsidiária VarigLog no ano anterior, em leilão. Os controladores da companhia aérea de transporte de cargas pagaram US$ 24 milhões pela Varig.

Feira internacional transforma São Paulo na capital mundial da movimentação e armazenagem de materiais (MAM) e da intralogística (Vitrine 29/07)
No período de 5 a 8 de agosto, das 14h às 21h, a IMAM Feiras e Comércio promoverá em São Paulo, no Expo Center Norte, a MOVIMAT 2008, o maior evento do setor de MAM da América Latina. Apresentará as últimas tendências em equipamentos, softwares de controle de fluxo e gestão de armazéns.

O evento já tem notoriedade no calendário das feiras internacionais. A expectativa para esse ano é a de receber um público qualificado superior a 30 mil visitantes, composto por empresários, diretores, gerentes das áreas de materiais e suprimentos, profissionais de logística e dos setores de engenharia industrial, embalagens e transporte.
Haverá mais de 200 expositores de primeiro nível nesse ramo de negócios, oferecendo diversidade e novidades de produtos, serviços, processos, alternativas relacionados à logística e “supply chain”, o que facilitará o estreitamento de relações e os novos contatos com clientes potenciais.
“O setor de movimentação e armazenagem atingiu nos últimos dois anos um crescimento médio de 25% ao ano, um dado que confirma a expressividade desse segmento. A feira tem o objetivo de contribuir com essa ascensão. Levaremos ao mercado aquilo que há de mais novo e mais sofisticado na área de intralogística, contribuindo, assim, para aperfeiçoar os serviços existentes”, destaca Reinaldo Moura, diretor da IMAM Feiras.
Integrados à feira, dois seminários serão apresentados: no dia 6 de agosto, das 8h às 18h, a IntraLogística, destinado a profissionais de pequenas e médias empresas e abordará a iniciação à logística interna; em 7 e 8 de agosto, das 8h às 18h, a Logismat, apresentará estudos de casos e visitas técnicas para empresas já consolidadas no mercado.
                                       Algumas novidades
A Skam pretende expor na MOVIMAT 2008 um dos seus destaques: a EPD/OS 4D, empilhadeira elétrica pantográfica que possui dupla profundidade e avança em até 1200 milímetros. Apresenta como maior diferencial a característica quadri-direcional (desloca-se em quatro direções), ideal para corredores estreitos e adequada em todos os segmentos do mercado.
A Byg Transequip apresentará uma plataforma elevatória simples e uma outra dupla, destinadas às manutenções prediais e industriais utilizadas em larga escala para os trabalhos mais pesados. O diferencial é a fácil operação e transporte, necessita apenas de um usuário para manejá-la. São silenciosas e podem ser comandadas tanto por AC (corrente elétrica), quanto por DC (bateria).
A Ferrari terá armazéns estruturais com lona em PVC certificada pelo laboratório Forskning (órgão francês) anti-mofo, anti-extinguível, impermeável e com durabilidade estimada de 10 anos. Há disponibilidade em dois tipos: blackout (não permite a entrada de luz) ou translúcida.
                                 Com a palavra alguns expositores
“A participação da Paletrans na MOVIMAT 2008 é estrategicamente importante. É o momento onde apresentamos nossos lançamentos aos clientes e é quando podemos demonstrar todas as inovações tecnológicas que envolvem cada vez mais os nossos produtos, gerando negócios e oportunidades. Além disso, na MOVIMAT ampliamos os relacionamentos também com os fornecedores e podemos avaliar nosso trabalho diante do mercado, através da oportunidade de ouvir os usuários de nossos produtos para que possamos atender cada vez mais suas necessidades e expectativas”.
Lineu Pentenado, presidente da Paletrans
“Participar desta feira é a oportunidade da Isma alinhar-se com as expectativas do mercado de atuação. A MOVIMAT tem credibilidade e é desenvolvida com muito profissionalismo, é um evento essencial para quem atua no segmento de logística e armazenagem”.

Fernando Flávio Silveira, presidente da Isma

Rodovias sob concessão podem ter contrato revisto (Folha de S.Paulo 24/07)

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) irá reavaliar as primeiras privatizações de rodovias e poderá propor repactuação de contratos para adequação do valor dos pedágios.
Os seis primeiros contratos de concessão foram assinados no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e abrangem ponte Rio-Niterói, BR-116 (trecho Rio-São Paulo, rodovia Presidente Dutra), BR-040 (Rio/Petrópolis), BR-116 (Rio-Teresópolis), BR-290-(Osório-Guaíba) e BRs-116,239,293 (pólo rodoviário de Pelotas).
O diagnóstico das primeiras concessões vai ser feito para cumprir determinação do TCU (Tribunal de Contas da União).
O tribunal quer saber por que há diferenças grandes entre os pedágios dos trechos das seis primeiras rodovias sob concessão e as tarifas dos sete trechos de rodovias que foram privatizados no ano passado.
Para ter uma idéia, enquanto a tarifa da Via Dutra é de R$ 7,50, o da Fernão Dias (BR-381), licitada no ano passado, será pouco superior a R$ 1,00.
O TCU sustenta que há indícios de desequilíbrio econômico-financeiro nos primeiros contratos, com possibilidade de lucros extraordinários aos concessionários. 
                                                                Negociação
O recém-empossado diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, disse que, embora os contratos de concessão assinados no governo FHC não estabeleçam atualização do tráfego de veículos nas vias e da taxa de retorno (que são usados no cálculo dos pedágios), não quer dizer não possam ser negociados.
"Ninguém trabalha com essa idéia de quebra de contrato. Mas podemos chegar à conclusão de que vai ser necessária uma repactuação, desde que as partes entrem em acordo."
Bernardo Figueiredo lembrou que desde a época das primeiras privatizações melhoram os parâmetros econômicos direta ou indiretamente associados aos contratos, a exemplo dos encargos do BNDES, um dos agentes de financiamento das concessionárias. Ele, porém, preferiu não fazer maiores julgamentos e disse que eventuais decisões sobre as mudanças vão depender do diagnóstico a ser apresentado ao TCU.

Novo aeroporto em MG terá investimentos de R$ 10 mi (O Estado de S. Paulo 14/07)

O governo de Minas Gerais e a Infraero assinaram hoje o convênio que irá permitir a construção do Aeroporto Indústria, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, em área de 46 mil metros quadrados, adjacente ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves. O projeto demandará investimentos de R$ 10 milhões e já obteve o licenciamento ambiental necessário. A obra, que será executada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), deverá ser concluída em seis meses.
Caberá à Infraero a administração do empreendimento. A partir da assinatura do convênio será iniciado o processo de licitação de lotes para as empresas interessadas em se instalar no local. Na prática, o aeroporto industrial oferece tratamento tributário diferenciado, a exemplo de outros entrepostos aduaneiros, principalmente para a importação de componentes ou exportação de produtos acabados. O credenciamento do aeroporto na Receita Federal foi obtido em 2005.

Expansão portuária aguarda novas regras (O Estado de S. Paulo 14/07)

A criação de um novo regime de concessão de portos, previsto para ser apresentado este mês, mexe com os nervos dos empresários. Sem saber direito o que virá pela frente, eles temem que o governo force a mão na elaboração das regras e interrompa o forte ciclo de expansão do setor, com a suspensão de empreendimentos prioritários para o comércio exterior. Estima-se que o País tenha hoje mais de 30 projetos de terminais privativos em vários estágios de elaboração, cujos investimentos ultrapassam os R$ 11 bilhões.
Alguns já conseguiram autorização da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), como é o caso do Porto Embraport, em Santos; Itapoá, em Santa Catarina; e Porto Açu, no Rio de Janeiro. Outros ainda estão sendo examinados pela agência reguladora, que inclui na lista projetos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau, Usipar e Companhia Siderúrgica do Mearim (CSM), entre outros, incluindo projeto da Petrobrás. Há ainda empreendimentos que estão em fase de licenciamento ambiental e estudos de viabilidade. É o caso do megaprojeto desenhado pelo empresário Eike Batista para a cidade paulista de Peruíbe, orçado em US$ 2 bilhões. Junta-se a essa carteira de investimentos outros projetos como o Terminal Portuário do Guarujá (TPG), da OAS. A mineradora anglo-australiana BHP Billiton também teria iniciado estudos para construir um porto em Itaguaí.
Parte desse volume de investimento pode perder a atratividade com o novo decreto a ser assinado pelo presidente da República nas próximas semanas. O item mais aguardado é o que define a concessão dos Terminais Privativos de Uso (TPU) Misto - aqueles que movimentam carga própria e de terceiros. Uma ala do governo havia sinalizado que esses empreendimentos teriam de passar por processo de licitação. A proposta, entretanto, esbarra no fato de a maioria desses projetos ser construída em terrenos dos próprios empresários.

Volks abre terceiro turno em fábrica de caminhões (O Estado de S. Paulo 08/07)

A Volkswagen Caminhões e Ônibus vai contratar 1,3 mil funcionários para criar um terceiro turno de trabalho na fábrica de Resende (RJ) a partir de setembro. É a primeira vez que a empresa vai operar 24 horas, cinco dias por semana. O anúncio foi feito ontem à tarde pelo presidente da companhia, Roberto Cortes, aos atuais 4,5 mil trabalhadores do complexo, inaugurado em 1996. A capacidade produtiva será ampliada em 40%.
Em uma espécie de assembléia, que parou a linha de montagem por meia hora, Cortes informou ser "a maior contratação em toda a história da indústria brasileira de caminhões e ônibus". A maior parte das novas vagas será criada pelos fornecedores de peças que operam dentro da fábrica, no sistema modular de produção, e também pelos prestadores de serviços que atendem às áreas de logística, refeitório e transporte.
Cortes informou que a produção diária será ampliada de 214 para 300 veículos ao dia. Com isso, a empresa pretende acabar com as filas de espera para caminhões, que em alguns casos chegam a cinco meses, e também atender às exportações, principalmente para a Argentina, que não tem recebido todas as encomendas feitas.
Paralelamente ao aumento da capacidade produtiva local, a Volkswagen dará continuidade ao seu plano de internacionalização e estuda uma nova fábrica na China, Índia ou Rússia, países que, juntamente com o Brasil, formam o grupo Bric. A empresa já tem filiais de montagem na Colômbia, México e África do Sul, que operam com peças enviadas do Brasil.

VarigLog e mais 9 aéreas podem ter combinado preços (O Estado de S. Paulo 02/07)

A VarigLog, empresa de transporte de cargas e ex-proprietária da Varig, está no centro de uma investigação da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça por participação em um suposto cartel formado ainda por outras nove companhias aéreas de cargas. A acusação é que as dez empresas teriam acertado, entre 2003 e 2005, o repasse para os preços dos fretes na mesma data e no mesmo porcentual de um adicional de combustível, uma espécie de taxa de serviço existente no transporte de cargas. Essa taxa tinha um teto definido pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC).
A SDE informou ontem que o caso está "em análise" e a abertura da investigação ocorreu em 24 de abril de 2008, pois, até então, o suposto cartel era objeto de averiguação preliminar. Estão sendo investigadas também a Deutsche Lufthansa, Lufthansa Cargo, Swiss International Airlines, American Airlines, KLM, Air France, ABSA Aerolíneas Brasileiras, Alitalia e United Airlines e 15 dirigentes dessas empresas. A SDE abriu prazo de 30 dias para defesa prévia das empresas. A VarigLog, nesse período, detinha 25% do mercado de transporte de cargas no País.
A investigação começou no final de 2006, após condenações em outros países, como Estados Unidos, das multinacionais do setor por acerto de preços. A SDE suspeitou que o cartel poderia ser internacional. Uma das investigadas, cujo nome é mantido em sigilo, assinou acordo com o governo e os Ministérios Públicos Federal e de São Paulo se comprometendo a ajudar nas investigações em troca de punição mais leve.

Querosene de aviação já acumula alta de 35% no ano (O Estado de S. Paulo 30/06)

Começa a vigorar a partir de amanhã um reajuste de 3,6% no preço do querosene de aviação (QAV), informou hoje o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA). Este é o sétimo aumento mensal do querosene este ano, determinado pela Petrobras. Com isso, o combustível utilizado nos aviões acumula alta de 35,32% este ano.
Nos sete primeiros meses do ano passado, o preço do querosene subiu apenas 1% e fechou o ano com alta acumulada de 12,6%. Em 2006, o QAV acumulou alta de 7%. No ano anterior, o reajuste acumulado do QAV havia ficado em 8,9%, conforme banco de dados do SNEA.

Pedágio terá reajuste de 11,52% (O Estado de S. Paulo 25/06)

Viajar para as férias de meio de ano vai ficar mais caro, a partir de terça-feira. Ontem, a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) anunciou a tabela com os novos valores de pedágios em rodovias concedidas à iniciativa privada, com reajuste de 11,52%, como o Estado havia adiantado no dia 31. Com isso, a tarifa mais cara estará no Sistema Anchieta-Imigrantes. Quem for de São Paulo a Santos ou a São Vicente, por exemplo, terá de pagar R$ 17 - hoje, esses trechos custam R$ 15,40.
             Veja a lista completa das tarifas por trecho pedagiado (em PDF)
Segundo a Artesp, entidade responsável pela administração das rodovias paulistas com pedágios, esse aumento foi calculado com base no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apurado entre junho de 2007 e maio deste ano. As novas tabelas já começam a valer a partir da meia-noite do dia 1º de julho. A agência informou que o índice de reajuste é o mesmo para todas as concessionárias. Contudo, por conta de critérios de arredondamento adotados para facilitar o troco, o preço de algumas praças foi corrigido com um porcentual pouco abaixo ou acima dos 11,52%.
Com essa correção, os motoristas que costumam ir de São Paulo a Campinas pela Via Anhangüera vão pagar R$ 5,90 na praça do pedágio de Caieiras, em vez da atual tarifa, de R$ 5,30, cobrada na estrada cuja concessionária é a Autoban (mais informações no quadro nesta página). Os dois trechos mais caros do Estado, de acordo com informações fornecidas pela Artesp, serão os da Baixada. A tarifa nas pistas simples passa de R$ 0,077 por quilômetro para R$ 0,085. No caso das pistas duplas, o valor sobe de R$ 0,107 para R$ 0,120. Já para os sistemas, vai de R$ 0,123 para R$ 0,137.
As tarifas mais baixas de São Paulo, no entanto, terão um impacto bem menor no bolso. Para entrar em Diadema, pela Imigrantes, os motoristas passarão a pagar R$ 1,20 (o valor atual é R$ 1). Na mesma via, no trecho Eldorado, o custo para os paulistanos vai subir de R$ 2,20 para R$ 2,40.
Com o reajuste, a concessionária Autovias passará a cobrar R$ 6 no pedágio de Batatais, para quem viaja entre Ribeirão Preto e Franca, no interior do Estado. O valor atual é de R$ 5,40. Os trechos da Via Oeste também ficarão mais caros: na Rodovia Presidente Castello Branco, os motoristas terão de pagar R$ 6 nas praças de Barueri (Marginal Leste) e Osasco (Marginal Oeste) para trafegar entre São Paulo e Sorocaba.

Caterpillar compra MGE e ingressa em trens no Brasil (O Estado de S. Paulo 24/06)

A Caterpillar anunciou nesta terça-feira a compra da brasileira MGE Equipamentos & Serviços Ferroviários Ltda, fabricante de motores e outros componentes e serviços para locomotivas e trens, como parte do objetivo de expandir sua divisão Progress Rail Services na América do Sul.
O acordo marca a primeira expansão da Progress Rail fora dos Estados Unidos, Canadá e México.
A operação foi concluída na segunda-feira com a compra das cotas dos quatro sócios da MGE, disse Ronaldo Moriyama, diretor-geral da companhia, que continuará no cargo após a operação, por telefone. A MGE foi fundada em 1991 e tem cerca de 400 funcionários e as conversas com a Caterpillar já duravam cinco meses.
"Esse mercado de serviços ferroviários tem crescido principalmente após 1997, quando houve privatizações da parte de carga por locomotiva... Hoje tem havido um grande investimento para transporte de grãos, commodities nessa área ferroviária de carga e também de passageiros", disse Moriyama.
"Somente o Estado de São Paulo até 2010 vai investir 16 bilhões de reais nessa área, e ainda se está falando em trem rápido entre Rio de Janeiro e São Paulo e há grandes expectativas de investimento em transporte em Minas Gerais e Salvador."
A MGE investiu em 2007 cerca de 2 milhões de dólares para aumentar capacidade de produção e espera um aumento desse volume a partir do acordo.
Segundo o executivo, a Progress tem muitas locomotivas usadas nos Estados Unidos e elas podem ser modernizadas no Brasil, usando motores Caterpillar. Interessados nessas máquinas poderiam então fazer leasing delas no Brasil e Cone Sul, acelerando o prazo de entrega em relação a uma locomotiva nova, disse o executivo.
"Hoje uma nova locomotiva pode ser entregue em cerca de 14 meses e uma usada pode estar rodando em 90 dias", disse Moriyama.


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