Nos próximos 5 anos
testemunharemos o desaparecimento de diversas empresas
Estamos vivendo a terceira e decisiva etapa do processo de amadurecimento
do mercado de prestação de serviços
A primeira etapa, a mais longa até então, transcorreu desde os primórdios do transporte
no Brasil nos anos 50, até a metade da década passada, mais precisamente em 1995, quando
as empresas, apoiadas em investimentos em ativos operacionais, cresceram e ganharam a
importância que têm hoje. Foi uma fase de prosperidade e riqueza, e em alguns casos, de
esbanjamento. Muitos dos atuais líderes do setor cresceram dentro dessa realidade, e vem
repetindo o mesmo modelo de gestão do passado.
A segunda etapa iniciou em 1995, com o advento do
Esses três fatores criaram uma combinação explosiva no tocante à gestão
dos custos de transportes, forçando os Embarcadores a otimizar os fretes pagos. A
pressão das empresas encontrou respaldo no setor de transporte, e os fretes
despencaram radicalmente. A queda na receita foi acompanhada por um aumento de custos
fixos e variáveis, que reduziu drasticamente os lucros. A chegada dos Operadores
Logísticos
Esta segunda etapa, que durou 10 anos (portanto até 2005), foi o período
Nesta nova fase, que deverá durar ao redor de 10 anos, ocorrerá um
equilíbrio natural entre oferta e demanda, além de uma melhor
Vários são os motivos que levarão ao aumento da mortalidade das empresas
de transporte no Brasil. Envolvem causas relacionadas à falta de regulamentação do
setor, estradas ruins, forte sazonalidade de final de mês, concorrência predatória,
desunião no setor, representatividade dos autônomos na frota total, desequilíbrio entre
oferta e demanda, mas principalmente, pela incompetência na gestão das empresas,
decorrente de erros estratégicos e da falta de uma visão integrada de pessoas, processos
e tecnologia.
Ao final desta terceira etapa, prevista para terminar em 2015, restarão os
escombros de uma indústria muito mal tratada pelo setor público, pelos seus usuários
(Embarcadores), pelos sindicatos e também, pelos seus administradores.
Iniciar-se-á então uma nova era, onde as empresas de transporte terão a
sua identidade cultural e empresarial consolidadas, estruturas enxutas
Infelizmente poucos são os bons exemplos de gestão que presenciamos
atualmente, mas aos poucos o mercado começa a enxergá-los. Nenhum deles próximo da
perfeição. Ainda há tempo de reverter o processo de deterioração das empresas e
provavelmente esta seja a última oportunidade. O remédio é amargo, mas ainda existe
salvação... Façamos de 2007 o ano da virada!
janeiro/2.007
Marco Antonio Oliveira Neves,
Diretor da Tigerlog Consultoria, Hunting e Outplacement e Treinamento em
Logística Ltda
marcoantonio@tigerlog.com.br
www.tigerlog.com.br
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