Importantes Dicas ao Planejar um Novo Armazém

1. Ao projetar um novo armazém, trabalhe com um horizonte de pelo menos CINCO anos.
2. Dimensione o armazém em um terreno de 2 a 3 vezes maior que a área a ser construída.
3. Evite a construção do armazém em áreas pantanosas e em terrenos porosos, arenosos e lodosos. Além de exigir pesados investimentos na fase de estaqueamento, poderão comprometer a estabilidade do armazém no futuro.
4. A proporção entre o comprimento e a largura do armazém deve ser de 1,5 para 1,0. Comprimento é a face aonde estão localizadas as docas de recebimento / expedição.
5. Por questões de segurança, posicione a Portaria distante do armazém.
6. A balança de pesagem deve ser colocada perto da Portaria, de maneira a ser operada pelo porteiro ou por algum colaborador alocado fisicamente na Portaria.
7. Dimensione o número de docas pela média recebida e expedida no período de “pico”. O enfoque Just-in-Time (JIT), que prioriza o fluxo dos materiais, tornou imperativo o correto dimensionamento das docas.
8. Sempre considere docas elevadas equipadas com rampas niveladoras.
9. Não existindo limitações físicas, sempre opte por docas em 90 graus.
10. Planeje o fluxo de entrada dos caminhões nas docas no sentido anti-horário.
11. Considere sempre áreas de stage-in / stage-out nos armazéns. Além de permitirem uma melhor conferência dos materiais recebidos e expedidos, diminuindo a possibilidade de diferenças no inventário e de erros no atendimento aos Clientes, também possibilitam a prática do cross-docking e uma maior otimização da mão-de-obra e dos equipamentos de movimentação.
12. Sempre preveja próximo às docas, áreas adicionais para a estocagem de paletes, embalagens, carga de baterias, acondicionamento de caçambas para sucata, etc.
13. Cuidado ao verticalizar o armazém. Estruturas que melhor aproveitam a densidade do armazém (como drive-in, drive-through, push-back) tornam o armazém menos flexível e reduzem a velocidade de processamento de pedidos.
14. Corredores estreitos, além de exigirem equipamentos específicos (e, portanto mais caros), também contribuem para a redução na taxa de processamento de pedidos.
15. Opte, sempre que possível, pelo fluxo de materiais em “U”. Eles permitem um maior compartilhamento de mão-de-obra e equipamentos nas áreas junto às docas, facilitam a prática do cross-docking e oferecem maiores possibilidades de otimização das viagens das empilhadeiras, indo e vindo carregadas.
16. Tenha uma atenção especial com o piso do armazém. Não economize neste quesito e busque as melhores opções do mercado. Pisos ruins geram transtornos gigantescos! Dimensione o piso para 6 a 8 tonf/m².
17. Evite lajes de concreto e telhas de cimento-amianto, pois a temperatura interna do armazém poderá atingir até 50 graus Celsius em dias muito quentes. Opte por telhas termo-acústicas do tipo “sanduíche” que garantem temperaturas ao redor de 25 graus.

julho/2.006

Marco Antonio Oliveira Neves,
Diretor da Tigerlog Consultoria, Hunting & Outplacement e Treinamento em Logística Ltda.
marcoantonio@tigerlog.com.br

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