Uma Questão de Comportamento

Poucas coisas são maiores ou mais fortes do que a capacidade humana de moldar o futuro. Cada um carrega em si as condições necessárias para estar realizando praticamente qualquer coisa a que se disponha, tanto de bom quanto de ruim.
Porém, há quem atribua às circunstâncias os resultados obtidos e quando algo não acontece ou dá errado, sempre encontram algum culpado ou alguma desculpa.
Assim, algo parece ser uma constante: se você precisa que algo seja feito, atribua a responsabilidade a alguém que já tem muita coisa a fazer.
Quem tem muito a fazer, sempre encontra algum tempo para realizar mais, porém, quem tem poucas tarefas ou não sabe organizar seu tempo quase nunca cumpre prazos ou apresenta os resultados esperados.
Acreditar ou culpar as circunstanciais é muito cômodo.
O mundo esta recheado de histórias de pessoas que não tinham nem as situações ou circunstâncias ideais para prosseguir, no entanto, não sentaram a beira do caminho e se lamentaram. Estas pessoas ainda são, hoje lembradas por terem criado as circunstâncias de que necessitavam.
Acompanho diverso profissionais no dia-a-dia e noto que muitos deles desperdiçam um tempo precioso de forma absolutamente banal. Por preguiça, falta de costume, medo, ansiedade, comodidade ou desconhecimento acaba levando muito tempo para realizar algo, e geralmente quando conseguem o efeito ou os resultados são diluídos, pois perderam, digamos o “pulo do gato”, perderam o momento certo de fazer acontecer.

Não acredito em milagres (em se tratando de fatos profissionais e empresariais) ou soluções miraculosas. O que existe é visão de negócio, não importando o cargo que se ocupe ou a quantos anos se esta na empresa ou no cargo.
Na realidade, o que existe é talvez a falta desta visão. Muitos se deixam domar ou se acostumam com a rotina ou corredia do dia-a-dia e com o tempo não enxergam o real significado das tarefas e dos objetivos. Ficam absorvidos de tal maneira que esquecem o que realmente é importante, o quanto progrediu, qual deveria ser o próximo passo.
Um segundo ponto é a falta de ação, que aliada a falta de visão explica muito do insucesso de diversas empresas e profissionais. Muitos desejos, muitas bravatas, muita expectativa, porém poucos atos no sentido de concretizar o que se quer.
O cérebro define o que deve ser feito segundo a percepção de cada um. As mãos, as pernas, os braços, a voz e todo o resto do corpo se comportam de maneira a realizar. Tudo para chegar a algum lugar, tudo para fazer algo acontecer. Assim, a cada um cabe desfrutar dos espinhos ou dos louros, frutos da obra de cada um.
Segundo Stevenson "Não peço riquezas nem esperanças, nem amor, nem um amigo que me compreenda. Tudo o que eu peço é um céu sobre mim e um caminho a meus pés”.

fev/2004

Fábio Luciano Violin,
Mestre em Estratégias e Organizações - UFPR
Especialista em Planejamento e Gerenciamento Estratégico – PUC-PR

Professor universitário, palestrante e consultor de empresas.
flviolin@terra.com.br


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