Empilhadeiras: Mastro Retrátil vs. Pantográficas

Uma importante questão a ser avaliada quando do desenvolvimento de um Projeto de Armazenagem é a definição dos veículos industriais a serem utilizados nas operações de estocagem e separação de materiais.
Na primeira etapa, se o estoque for verticalizado através de paletes, escolhe-se as empilhadeiras, que podem ser classificadas em dois grandes grupos: a combustão interna ou elétricas.
Porém, a partir do momento que o processo de estocagem determina a necessidade de empilhadeiras elétricas, inicia-se uma nova questão: qual empilhadeira elétrica é mais adequada à operação na estocagem? Dentro do universo de empilhadeiras elétricas destaca-se uma importante análise a ser desenvolvida, que é a escolha entre empilhadeiras elétricas de mastro retrátil e pantográficas.

Empilhadeiras de mastro retrátil
As empilhadeiras de mastro retrátil possuem patolas especiais sobre as quais o mastro se desloca, permitindo acesso à carga em corredores estreitos de estocagem. O operador se posiciona, no posto de direção da empilhadeira, geralmente sentado lateralmente ou em pé.
O mastro retrátil possibilita maior estabilidade e menor necessidade de contrapeso, com consequente efeito sobre a capacidade das empilhadeiras. Assim, as empilhadeiras de mastro retrátil permitem corredores mais estreitos e centro de cargas mais distante. O fato do movimento poder ser também à frente facilita o posicionamento da carga, com menor consumo de tempo e energia. As mesmas possibilitam a utilização de maiores alturas de empilhamento com segurança.

Empilhadeiras pantográficas
As empilhadeiras pantográficas são equipadas com um mecanismo de avanço da carga (pantógrafo) no mastro de elevação, ao contrário da mastro retrátil, que é fixo. Em função do pantógrafo possibilitar um acesso não limitado pela patola, as mesmas podem possuir simples ou dupla profundidade dentro da estrutura porta-palete.
Sua aplicação típica é em estocagem com dupla profundidade: seja em estruturas porta-paletes ou em blocagem. Além disso, podem facilitar a carga e descarga de caminhões, com acesso apenas por um lado dos mesmos. A grande vantagem das empilhadeiras pantográficas é permitir um aumento de estocagem quando da utilização do pantógrafo de dupla profundidade.
É claro que, em função das necessidades específicas de cada projeto (armazém, centros de distribuição, etc.), pode-se viabilizar uma alternativa ou outra, porém é importante destacar que as necessidades funcionais definidas em um projeto no curto, médio e longo prazo não podem ser desprezadas. Ou seja, armazéns que atualmente trabalham com pequeno número de itens e com grandes volumes (estrutura porta-paletes de dupla profundidade), e que trabalharão no médio e longo prazo com uma grande quantidade de itens e baixos volumes (estrutura porta-paletes convencional), podem ser levados, no curto prazo, a utilizarem uma empilhadeira pantográfica que poderá se inviabilizar no médio e longo prazo e vice-versa.
Desnecessário afirmar que ambos os tipos de empilhadeira, assim como qualquer tipo de empilhadeira elétrica, requer um piso bem nivelado.

Tabela Comparativa das Empilhadeiras

Mastro Retrátil Pantográficas
- Maior capacidade de carga - Menor capacidade de carga
- Menor utilização do espaço volumétrico - Melhor utilização do espaço volumétrico (dupla profundidade)
- Maior agilidade operacional - Agilidade operacional reduzida
- Maiores alturas de empilhamento - Altura de empilhamento um pouco menor
- Boa visibilidade - Menor visibilidade
- Preço mais barato - Preço mais caro
- Possuem patolas especiais - Possuem patolas convencionais
- O mastro se desloca, deslocando os garfos - O pantógrafo desloca os garfos
- Flexão significativa do mastro em alturas máximas - Pouca flexão do mastro em alturas máximas
- Desloca pouco o centro de carga - Promove um maior deslocamento do centro de carga

José Maurício Banzato,
Diretor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
Tel. (0--11) 5575 1400      www.imam.com.br

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