O Fim do EDI está próximo?

Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI - Electronic Data Interchange) é apropriado para organizações que compram e/ou vendem produtos razoavelmente padronizados e em grandes volumes.
Toda a tecnologia baseia-se na padronização e automação das repetidas transações, gerando uma transmissão e respondendo automaticamente. Porém, a questão é: será que o EDI está com um futuro incerto? A tecnologia de intercâmbio eletrônico de informações, como é feita tradicionalmente, ou seja, utilizada na comunicação entre grandes organizações através de prestadores de serviços denominados VANs (Value Added Network), está sofrendo profundas mudanças.
A responsável direta pelas mudanças que estão ocorrendo é a Internet, um ambiente (meio) de comunicação mais barato e aberto. Aliás, como todos sabem, não é somente neste campo que a Internet está provocando mudanças. Entretanto, se pudermos separar o EDI em duas grandes partes - a tecnologia de informação e a comunicação (mensagem) propriamente dita - será possível perceber que a necessidade de informações padrão de forma estruturada continuará a ser necessária: a grande alteração está na tecnologia de comunicação.
Mas, por que apenas grandes organizações utilizam o EDI? O custo ainda tem sido um fator de decisão, pois a necessidade de se adquirir softwares, pagar taxas de assinaturas e de transações, entre outras, promove uma inibição natural nas pequenas e médias empresas que vêem na Internet uma alternativa mais viável economicamente.
Embora ainda existam dúvidas quanto à confiabilidade da Internet, a tendência é que as mesmas desapareçam com o tempo, e a Internet mostrará cada vez mais a sua robustez, viabilizando transações bancárias, comércio eletrônico, etc.
Desta forma, o EDI não deve desaparecer, mas sim, aprimorar a sua tecnologia de comunicação, integrando-se cada vez mais à Internet, o que possibilitará o contato entre a www (World Wide Web) e as redes EDI existentes.
É evidente que neste contexto, as VANs (Prestadoras de Serviços) é que deverão se reposicionar, pois a tendência nos mostra que os negócios serão capazes de trocar informações sem a necessidade das mesmas, cabendo à estas oferecerem um novo pacote de serviços agregados, que seja convincente e agregue valor aos usuários. É o que estamos vivenciando neste momento com os Provedores de Internet Pagos vs. Provedores Gratuitos. Os pagos só sobreviverão se fornecerem serviços que atendam as necessidades específicas dos usuários que os os gratuitos não atendam. Isto é simplesmente o impacto da evolução tecnológica, em relação à informação, que estamos vivendo nos dias de hoje.


Edson Carillo Júnior,
Diretor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
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