Indicadores Gerenciais em Sistemas ERP
Cadê a informação!!! Mostre-me a informação
que eu preciso! Se você já sentiu esta angústia, sabe que vivemos submersos em um
oceano de dados, buscando continuamente informações relevantes. Quando esta é a
questão, a inteligência reside em definirmos processos que transformam dados em
informações, nos possibilitando identificar as causas a partir de seus sintomas.
No entanto, ainda hoje muitas empresas estão exportando e consolidando os dados do
sistema ERP (Enterprise Resource Planning) em planilhas, e a partir daí preparando seus
preciosos gráficos gerenciais. Isto não é a melhor prática, pois não assegura
qualidade (processo sujeito a erros...) nem tão pouco produtividade (... é muito
trabalhoso), além de inviabilizar a sincronização on-line das informações que são,
via de regra, altamente perecíveis.
Como uma moderna alternativa ao nosso alcance, diversas soluções de gestão empresarial
incluem módulos especializados no processamento e apresentação destes indicadores
gerenciais, bem como já existem soluções comerciais independentes que se integram ao
banco de dados transacionais do sistema ERP, extraindo e processando cubos
multidimensionais OLAP, disponibilizando-os para que os executivos responsáveis pelo
gerenciamento dos processos possam realizar visualizações dinâmicas, isto é,
sincronizadas com os acontecimentos do negócio.
Este recurso é genericamente denominado EIS (Executive Information Systems) ou DSS
(Decision Support Systems). Na sua implementação, estes sistemas são modelados, isto
é, configurados conforme as regras do negócio, definindo-se diversas métricas de
desempenho, tais como indicadores de vendas, finanças, recursos humanos e logística.
Também podem ser configurados alertas antecipados (triggers), que disparam procedimentos
específicos (como enviar um e-mail para seu supervisor), bem como relatórios de
exceção, que ressaltam o que não esta ocorrendo conforme o planejado.
Na logística, a partir de tabelas de dados primários, como número de pedidos,
vendas e recebimentos, geramos informações derivadas, como coberturas em dias, curvas
ABC, correlações e desvios entre planejado e realizado. Tais indicadores possibilitam
identificar quais parâmetros de estoques estão sub ou superdimensionados, quais
materiais requerem maiores cuidados, quais são as prioridades ou que recursos precisam
ser incrementados, por exemplo.
Podemos assim, avaliar tamanho de lote, nível de serviço, tempos de atendimento,
acuracidades, saldos e capital de giro em estoques, bem como média de consumo,
variabilidades e margens de contribuição.
Os módulos EIS possibilitam o cruzamento de características dos produtos com requisitos
dos clientes, analisando ou sintetizando tendências, apontando desvios, combinando ou
filtrando informações que são apresentadas na forma de relatórios e gráficos,
facilitando a comunicação e interpretação por parte do executivo. Aliás, como a
mudança é inerente ao moderno ambiente empresarial, a partir da disponibilidade das
variáveis no cubo é possível ao próprio usuário, em ambiente gráfico, montar uma
nova perspectiva para visualizações de seus indicadores.
Em síntese, os módulos EIS nos sistemas ERP servem como o painel de instrumentos de
nossos automóveis ou o cockpit de um jato, mostrando continua e interativamente a saúde
do negócio através de seus sinais vitais. Enfim, a promessa é que, a partir de sua
implementação, as decisões serão muito mais efetivas e ágeis.
Daniel Georges Jehlen Gasnier,
Consultor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
Tel. (0--11) 5575 1400 imam@imam.com.br
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