Há muito tempo, em algum lugar do passado, Michael Porter definiu em
sua teoria sobre estratégia que para as empresas, em razão da concorrência moderna, se
tornaria extremamente difícil manter a vantagem competitiva em relação aos seus
concorrentes e que somente poderiam competir pela prática de preço baixo ou por
diferenciação.
No passado verificamos que, quase, a maior parte das empresas adotou o básico de cortar
custos e aumentar a eficiência do processo produtivo para competir por melhores preços.
Contudo, diante de um cenário econômico nada animador com retração de vendas, entrada
de novos competidores, globalização, instabilidade de mercados acionários, diminuição
de receita e margens, o que deu certo no passado não necessariamente vale mais. Competir
hoje requer enormes desafios de todo e qualquer executivo, ou seja, não basta olhar o que
se vê, é preciso ver o que se olha. Daqui para frente, não se poderá obter resultados
diferentes fazendo as mesmas coisas, portanto a única alternativa é criar novos
caminhos, desenvolver seu próprio modelo de sucesso. Muitos executivos me perguntam
freqüentemente como inovar em um momento em que estão tentando cortar custos para
equilibrar despesas e receitas. Nada contra, pois fazer o básico é uma obrigação, mas
cuidado com a miopia empresarial. Temos de atentar para as oportunidades disfarçadas de
ameaças. É impossível pensar em crescer receitas sem tentar inovar!
A prática de inovar para vender mais pode se apresentar desde a oferta de novos serviços
e produtos customizados, passando pela utilização de técnicas de venda baseado no
conceito de solução e relacionamento, até mesmo à utilização de estratégia de
múltiplos canais de venda. Seja qual for o caminho a ser trilhado a busca é poder obter
das pessoas o reconhecimento delas em aceitar pagar um preço maior por seus produtos e
serviços. Não é impossível alcançar este objetivo, porém é preciso ter um
propósito de valor (Value purpose).
De fato, em diversas empresas em que estive em contato por ocasião de consultorias,
verifiquei que a prática da inovação é a exceção. Isto se deve, fundamentalmente, a
alguns equívocos empresariais como a crença em achar que a mudança tem de vir de cima,
do topo da hierarquia da empresa. Ledo engano!
À direção da empresa cabe, tão somente, o patrocínio e incentivo às bases para que
as mesmas aceitem a responsabilidade de inovar e elas desafiem, de modo positivo, seu
modelo de negócios. Para começar devemos priorizar a implementação de uma visão
sistêmica onde todos possam escutar o cliente. Ninguém nunca acordou e disse que
precisava ter uma coca light, um telefone celular, fazer o download de músicas na
Internet. No entanto, ninguém prescinde, hoje, de viver sem os benefícios destes
serviços e produtos. Os ativos de uma empresa, todos sabem, são a sua marca, relações
com fornecedores e clientes e, também, seus recursos humanos, idéias e conhecimento.
Devemos então, estimular, incentivar que estes desenvolvam habilidades de conectar o
tangível com o intangível, a fim de equacionar a satisfação do cliente com a lógica
de custos compatíveis (olha a Gol tentando oferecer passagens mais baratas e satisfação
do cliente). Como resultado, podemos afirmar que a arte de inovar não cabe a um único
indivíduo e seu brilhantismo, mas sim a uma metodologia, um processo que está
diretamente relacionado às perspectivas pelas quais as empresas vão enxergar o mercado.
É hora de reavaliar e questionar o sistema, de repensar os fundamentos da empresa
tradicional.
Sendo assim, para construir e moldar um caminho que permita florescer dentro das
organizações toda a criatividade necessária a obter uma mentalidade que incentive a
arte da inovação, podemos sugerir como metodologia algumas dicas como:
Obs. : Material retirado do programa Educação Permanente
Desenvolvimento de Gestores e Profissionais de Vendas (16 Módulos)
Cláudio Goldberg,
Consultor do do MVC - Instituto MVC
www.institutomvc.com.br
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