INTRODUÇÃO
O temo em inglês SCM - Supply Chain Management (gerenciamento da
cadeia de produção) surge no processo logístico das empresas nacionais caracterizado
por um novo conceito de gestão de toda a cadeia produtiva. Com o advento da qualidade
total e produção enxuta, algumas técnicas e procedimentos como o JIT, Kabam e
engenharia simultânea foram amplamente adotadas por várias empresas, contribuindo para
um significativo avanço da qualidade e produtividade.
O uso do SCM em empresas nacionais é recente, porém seus resultados
têm alcançado índices cada vez maiores, um exemplo prático dessa evolução é o
resultado demonstrado na redução significativa dos custos logísticos, tempos do fluxo
de produtos no canal de suprimentos, maximização dos lucros, ampliação e penetração
em novos mercados.
Na definição do Council of Logistics Management (CLM, 1998), logística
é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo eficiente e
economicamente eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e
informações relativas desde o ponto de origem até o de consumo, com o propósito
de atender às exigências dos clientes. Este conceito substitui outras definições
anteriores, em função da progressiva evolução dessa ciência e a inclusão da noção
de cadeia de suprimento, da qual a logística passa a ser um componente. Um dos conceitos
mais primitivo de logística é definido como: o processo de entregar o produto
certo, no lugar certo, com um nível de serviço esperado, ao menor custo possível.
LA LONDE (1994) destacou esse desafio colocado pela terminologia em rápida
mutação, quando examina a evolução do conceito de logística integrada. Ele
apresenta esse tema em três estágios:
1. Distribuição física;
2. Suprimento, operação e distribuição física; e
3. Vendedor de insumos aos fornecedores, suprimento e distribuição física.
A empresa
que busca sucesso sustentável no ambiente competitivo atual, deve observar com grande
atenção a ponta de rede de suprimentos (o cliente final), parece óbvio para muitos, mas
a grande realidade é que esse aspecto se perde quando as crises aparecem. A procura
incessante por sua satisfação e fidelidade é recompensada pela confiabilidade e
fortalecimento dos elos da cadeia.
Após a chamada década perdida caracterizada pela queda nos
investimentos e no crescimento do PIB, a indústria nacional dos anos 90 apresentou um
grande avanço. O segmento logístico tomou um novo rumo em desenvolvimento, com o advento
da implementação de novas tecnologias na produção industrial, utilização de novas
ferramentas de gestão e a necessidade de adequação aos padrões da globalização da
economia mundial.
Segundo CECATTO (2002) em seu artigo A importância do Supply Chain
Management no desenvolvimento das Empresas Brasileiras ressalta, que o
envolvimento das empresas ainda é uma barreira nas empresas brasileiras, onde é muito
comum encontrarmos estruturas muito departamentalizadas e com má comunicação interna.
Alguns fatores inibem o desenvolvimento do mercado de SCM no Brasil,
segundo a analista de Supply Chain Management da IDC, LATHROP (2001) destaca entre elas: a
pouca confiança nos fornecedores nesse tipo de solução, altos custos de implementação
e a falta de um claro entendimento sobre os benefícios das ferramentas.
Baseando-se em elementos freqüentemente sobrepostos e de alta dependência
entre si, algumas características são muito importantes para condução dessa nova
visão como:
-
Confiança;
-
Relações de longo prazo;
-
Compartilhamento de Informações e
-
Forças individuais da organização.
A otimização dessa cadeia torna-se cada vez
mais importante, principalmente por motivo das inovações no ambiente de negócios, um
exemplo é a expansão do business to business na Internet. Com isso, as empresas
brasileiras enfrentam os seguintes desafios e oportunidades:
- Incentivar mecanismos de logística integrada (intermodal)
- Focar o modelo de gestão na redução de estoque
- Melhorar a comunicação em todos os elos da cadeia de suprimentos.
A
adequação a estes pontos fortalece a participação mútua entre todos os participantes
da cadeia, desenvolve o compartilhamento das informações específicas aumentando o elo
entre empresas incorporando qualidade aos produtos e serviços e apresentando melhores
maneiras de servir aos mercados.
CONCLUSÕES
Embora os resultados estejam aquém das expectativas, quando
comparados com números internacionais, é inegável que a cadeia de suprimentos
continuará revolucionando os processos de gestão da logística. A realidade das
empresas nacionais mostra com evidente clareza que não é possível imaginar a condução
de um planejamento estratégico nesse segmento sem o conhecimento dessa ferramenta.
Observa-se nesse tema um vasto campo de estudos, podendo destacar
importantes aspectos nessa evolução como o avanço de novos recursos tecnológicos,
aumento de competitividade reduzindo o ciclo de vida dos produtos com a utilização das
ferramentas abaixo relacionadas:
-
EDI - (Intercâmbio Eletrônico de Dados Electronic Data Interchange) :
ligação direta entre a base de dados do produtor e a de seus fornecedores;
-
RR - programa de Respostas Rápidas: sistema de reposição Just-in-time com fornecedores,
baseado na utilização de código de barras e de EDI. Este sistema possui a
intenção de criar um Just-in-time entre fornecedores e empresas;
-
ECR - Sistema de Resposta Eficiente ao Consumidor - (Efficient Consumer Response): é um
sistema usado como estratégia de negócio onde distribuidor, fornecedores, e comerciantes
trabalham próximos e em conjunto para levar produtos aos seus clientes;
Considerando
que o Brasil possui dimensões continentais, grande potencial de mão-de-obra e
rápida adequação aos avanços tecnológicos, a tendência das linhas de suprimento e
distribuição demonstra um futuro promissor.
Estas tendências rumam para uma economia mundial integrada. Empresas
estão buscando, ou têm desenvolvido, estratégias globais nas quais os seus produtos
são projetados para o mercado mundial e produzidos onde os baixos custos de
matéria-prima, componentes e mão-de-obra possam se encontrados ou simplesmente a
produção local é mantida e vendida para o mercado internacional. Essa tendência
não vem ocorrendo somente de forma natural, através de empresas que buscam reduzir
custos e expandir seus mercados, sendo fortemente encorajadas por arranjos políticos que
promovem grandes negócios entre economias globais. BALLOU (2001)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS
- BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos:
planejamento, organizações e logística empresarial. São Paulo: BOOKMAN, pp 26, 2001.
- BONFIM, M.; FOGAROLLI A. A cadeia de
suprimentos como vantagem competitiva. In , 2001, São Paulo. Anais eletrônicos...
São Paulo, 2001. Disponível em: <htpp://
www.tec.abinee.org.br/2001/p11.htm>. Acesso em 28 dez 2002.
- CECATTO, C. A importância do Supply Chain Management no
desenvolvimento das Empresas Brasileiras, 2002, São Paulo, Anais eletrônicos... São
Paulo, 2002. Disponível em: <htpp://www.guialog.com.br/artigo302.htm>. Acesso em 03
jan 2003.
- DAVIS, Mark M. Fundamentos da administração da produção / Mark M.
Davis, Niccholas J. Aquilano e Richard B. Chase; trad. Eduardo DAgord Schaan. São
Paulo: BOOKMAN, pp 392-399, 2001.
abril/2003
Zeferino Francisco da Silva Filho
Graduando em Administração de Empresas pela Universidade Veiga de Almeida.
Zeferino.filho@bol.com.br
e Zeferino.filho@ig.com.br
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