BI - A peça que faltava

Nas últimas décadas, o papel do gerenciamento logístico sofreu uma mudança de paradigma, passando a ser um importante aspecto estratégico nos negócios, especialmente da indústria e comércio. Ao mesmo tempo, vem crescendo o número de fatores que afetam a complexidade dessas operações. Dessa forma, muitas empresas terceirizam seus serviços para os chamados operadores logísticos (3PL), que desempenham um papel fundamental na cadeia de suprimentos (supply chain) de seus clientes. Vistos como aliados de longo prazo, os operadores logísticos podem trazer vantagem competitiva sustentável se capazes de otimizar permanentemente sua gestão estratégica e operacional.
Para efetivamente administrar a cadeia de suprimentos de seus clientes, operadores logísticos têm de analisar constantemente dados coletados de muitas origens, convertendo-os em informação gerencial útil. Business Intelligence (BI), com sua capacidade de combinar dados atuais e históricos, apresentando indicadores gerenciais de alto impacto, é a peça que faltava no quebra-cabeça da gestão da cadeia de suprimentos. As ferramentas de BI, como OLAP e Data warehousing,  podem ajudar os operadores logísticos a atingir seus objetivos, provendo uma visão unificada de toda a cadeia de suprimentos e ajudando a melhorar processos como movimentação, armazenagem e gestão de estoques. As informações provenientes da cadeia de suprimentos podem ser repassadas aos clientes e fornecedores que, por sua vez, poderão adequar seus processos produtivos, aumentando sua capacidade de reação ao mercado. Há outra razão para a adoção de BI nesse ramo: a gestão otimizada da cadeia de suprimentos é uma oportunidade de cortar custos e buscar a excelência operacional, pontos fundamentais em mercados com alta competitividade.
Essa palestra aborda utilizações inovadoras de BI na gestão logística, aplicáveis tanto para os operadores terceirizados quanto para empresas que mantém essa função empresarial sob administração própria.
Na administração de movimentação, BI pode auxiliar, por exemplo, na avaliação de desempenho de transportadores, na análise de custos de multimodais e na previsão e controle de fluxo de veículos.
Análises multidimensionais de inventário e desempenho de armazém, em termos de precisão e freqüência das várias operações de entrada e saída de materiais são exemplos de possibilidades trazidas pelo BI na gestão de armazenagem.
Serviços agregados, elementos cada vez mais importantes de diferenciação entre operadores logísticos, também podem ser bastante beneficiados. Alguns exemplos seriam a análise de causas para logística reversa e o monitoramento de tarefas de montagem e kitting.
Em resumo, existem muitas possibilidades para o uso de BI na gestão da cadeia de suprimentos que auxiliam as empresas a otimizar essas operações, elementos essenciais para a competitividade. BI traz a transparência necessária entre clientes, fornecedores e operadores logísticos, gerando benefícios diretos para todos os elementos envolvidos na cadeia produtiva.

setembro/2002

Leonardo Vieiralves Azevedo,
Fundador e presidente da WG Systems. É engenheiro de computação pela Unicamp e pós-graduado em administração de empresas pela FGV/SP. Tem oito anos de experiência em TI, sempre responsável pela liderança de equipes. Ultimamente, dedica-se à coordenação de projetos inovadores de Business Intelligence.
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