A Logística na Amazônia - 12ª RM

Nós existimos para servir
A Amazônia Ocidental compreende os estados do Amazonas, Acre, de Rondônia e Roraima.

Sua principal característica geográfica consiste na existência da maior bacia fluvial do mundo, além de possuir parte da maior floresta contínua da Terra.
Grandes distâncias separam os núcleos urbanos que, dispersos ao longo dos rios, têm seu isolamento agravado pela floresta.
Essa singular região se caracteriza, ainda, pelo imenso vazio demográfico.
É uma área com características próprias e sua utilização para operações militares, principalmente no campo da Logística, reveste-se de grandes desafios.

O Desafio da Selva e o Isolamento da Área
O clima é do tipo equatorial, quente e úmido. A temperatura é elevada, com pequenas oscilações térmicas. As chuvas são abundantes durante quase todo o ano.
A umidade relativa do ar é elevada, quase sempre superior a 80%.
Densa e extensa é a rede hidrográfica, sendo o rio Amazonas o coletor das águas da maior bacia hidrográfica do planeta.
Por tudo isso, a fisiografia influenciou, desde os primórdios, a circulação, o povoamento e a ocupação da área, dificultando o desenvolvimento da Amazônia Ocidental.
A grande extensão territorial, a precariedade da malha rodoviária, o clima, as dificuldades de ligações e comunicações, o desafio da selva, os parcos recursos locais existentes e as dificuldades governamentais em integrar a área ao restante do País concorreram decisivamente para o isolamento da região e conferiram a esse verdadeiro "Continente Amazônico" peculiaridades que influenciam diretamente a estrutura da 12ª Região Militar (12ª RM).

Missão da 12ª Região Militar
A 12ª RM, "Região Mendonça Furtado", é parte integrante do Comando Militar da Amazônia (CMA) e constitui escalão avançado de planejamento, coordenação e controle dos diversos órgãos de Direção Setorial do Exército Brasileiro. Na condição de Grande Comando Logístico, é responsável pelo apoio logístico às unidades e subunidades isoladas do CMA em sua área de jurisdição.
Somando-se as dificuldades naturais da missão de uma RM com os óbices existentes na área, é possível aquilatar-se o grau de complexidade e abrangência de suas atividades, bem como avaliar os problemas que, diuturnamente, devem ser superados para a manutenção dessa importante missão de apoio.
Algumas organizações militares subordinadas à 12ª RM destacam-se na execução do apoio logístico na Amazônia Ocidental, a saber: o 12º Batalhão de Suprimento (12º BSup), o Parque Regional de Manutenção/12 (PqRMnt/12) e os hospitais Geral de Manaus (HGeM) e os de Guarnição de Tabatinga (HGuTab), São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC)e o de Porto Velho (HGuPVe).
Quando falamos em Amazônia, devemos levar em consideração as peculiaridades da área, destacadamente quanto à hidrografia, ao clima e meios de transporte.

O clima, com sua grande umidade, traz enormes dificuldades para armazenar as diversas classes de suprimento. As chuvas causam dificuldades de transporte em função do regime das águas dos rios.
A precária malha rodoviária da área obriga a utilização quase que exclusiva do transporte de suprimento por meio de embarcações.
Por fim, as distâncias continentais, que balizam os eixos de suprimento até a "ponta da linha", impulsionam o 12º B Sup a um esforço de planejamento e de execução muito maior e pormenorizado.
Missão - Adquirir, receber, armazenar, controlar, lotear e distribuir suprimentos de todas as classes para todas as organizações militares (OM) da Amazônia Ocidental, bem como realizar a formação de oficiais da reserva de Intendência e de reservistas de 1ª categoria, de acordo com as diretrizes do escalão superior.
Tipos de Apoio - O 12º B Sup realiza o apoio das diversas classes de suprimento, utilizando os seguintes processos de distribuição: distribuição na instalação de suprimento para as OM sediadas em Manaus; distribuição na Unidade para as de fora; e processos especiais de suprimento para estas últimas, principalmente, por intermédio de embarcações e/ou aeronaves (comboio especial de suprimento – suprimento por via aérea).
Recebimento no 12º BSup - Grande parte dos suprimentos licitados, de maneira centralizada ou descentralizada, são colocados dentro dos depósitos da OM pelas respectivas firmas fornecedoras ou transportadoras contratadas, não ocasionando nenhum encargo de transporte.
Os suprimentos de todas as classes oriundos de outras regiões geográficas do País, principalmente do Sudeste, são, normalmente, transportados por navios da Marinha do Brasil, que atracam no porto de Manaus semestralmente, e que, pela grande quantidade de material transportado, causam enormes dificuldades para o recebimento e transporte até os depósitos do 12º B Sup.
Esporadicamente, o Estabelecimento Central de Transportes (ECT), localizado no Rio de Janeiro-RJ, envia para a 12ª RM cargas de suprimentos de diversas classes, que são transportados seja por viaturas orgânicas, seja por intermédio de firmas contratadas.
Distribuição - Para a distribuição dos artigos de suprimento, é empregado o meio rodoviário, utilizando-se as viaturas 7 Ton orgânicas da OM para o transporte até o embarque no porto de Manaus, no porto do Centro de Embarcações do CMA (C Embc/CMA) e na Base Aérea de Manaus.
Realiza, ainda o planejamento, a coordenação e a execução bimestral do transporte aéreo dos artigos frigorificados; trimestral, do transporte fluvial de gêneros não perecíveis, e dos suprimentos das demais classes, a fim de cumprir sua atividade-fim.
A par das dificuldades existentes, o 12º B Sup procura trilhar suas atividades em busca do lema "SEMPRE SUPRIR".

Parque Regional de Manutenção/12
Missão - O Pq R Mnt/12 é uma Organização Militar de manutenção com estrutura pesada de maquinários, ferramental, instrumentos e equipamentos, destinados à realização dos 4º e 5º escalões de manutenção. Devido à falta de unidades de manutenção de 3º escalão na área da 12ª RM, cabe ao Pq R Mnt/12 a realização desse escalão e, por vezes, a complementação do 2º escalão.

Possibilidades - Realizar a manutenção de 3º e 4º escalões do material de gestão dos diversos órgãos de apoio e o 2º escalão do material da Diretoria de Saúde; prestar apoio de manutenção até o 5º escalão em armamento leve (fosfatização); prestar apoio direto, inclusive às unidades de fronteira; realizar inspeções técnicas; desenvolver, recuperar e fabricar peças do equipamento individual e equipamentos de segurança (coletes salva-vidas); e fabricar, com limitações, itens de carpintaria.
Dessa forma, o Pq R Mnt/12, desde que convenientemente suprido, encontra-se em condições de cumprir a missão de apoiar em manutenção todas as 44 unidades e subunidades do Exército localizadas na Amazônia Ocidental. Missão árdua e que muito orgulha a única OM de manutenção da área.

Rede Hospitalar da 12ª RM
A 12ª Região Militar (12ª RM) para a execução do apoio de saúde em sua área de responsabilidade, conta com a sua rede hospitalar, constituída pelo Hospital Geral de Manaus e os hospitais de guarnição de São Gabriel da Cachoeira, de Tabatinga e Porto Velho. Possui, ainda, o Posto Médico de Boa Vista.
Todas essas Organizações Militares de Saúde (OMS) atendem militares da ativa, inativos, pensionistas e dependentes das Forças Armadas. Possuem, ainda, convênios firmados com organizações civis de saúde, bem como com profissionais autônomos, atendendo as comunidades civis e indígenas na fronteira, por intermédio do Sistema Único de Saúde.

Área de Responsabilidade da 12ª RM
A Guarnição de Manaus é o centro irradiador e pólo de todas as atividades logísticas possíveis de serem desenvolvidas na área, as quais são realizadas em cinco grandes direções de atuação: Manaus- Boa Vista (Rio Branco e BR-174); Manaus- S. G. da Cachoeira (rio Negro); Manaus- Tefé/Tabatinga (rio Solimões); Manaus- Porto Velho/Rio Branco (rio Madeira e BR-364); e Manaus- Cruzeiro do Sul (rios Solimões e Juruá).

Estrutura de Apoio Logístico
Para se estudar a estrutura de apoio logístico que a 12ª RM desenvolve de modo a cumprir sua missão, é importante destacar algumas condicionantes logísticas para a Amazônia Ocidental, a saber: a adoção de métodos, processos e técnicas especiais nas atividades da Logística; as dificuldades para manter a regularidade do apoio, devido à imensidão da área; o planejamento centralizado e a execução descentralizada e flexível, decorrentes da diversidade dos meios de transporte e acima das grandes distâncias; e a manutenção nas OM fora das sedes, particularmente, naquelas de fronteira, de elevados níveis de suprimento.
A 12ª RM planeja e executa o apoio logístico baseada nas peculiaridades da Amazônia. O principal modal da região é o aquaviário, sendo que o transporte de frigorificados, até os pelotões especiais de fronteira, é realizado empregando-se na medida do possível o aeroviário. O maior problema da área é o apoio à região de Cruzeiro do Sul-AC, em virtude da grande distância e navegabilidade do rio Juruá. Rondônia é atendida em todas as classes de suprimento pela 12ª RM, exceto gêneros alimentícios. O Pq R Mnt/12 é a única OM de manutenção da Amazônia Ocidental, e as bases logísticas existentes na área exercem apenas as atividades de suprimento de gêneros alimentícios. A Força Aérea Brasileira (FAB) não transporta combustíveis e munição e a manutenção de embarcações é realizada pelo Centro de Embarcações do CMA. O transporte de munição do Núcleo Central para Manaus é realizado pela Marinha do Brasil, utilizando-se o Navio Ary Parreiras, que se desloca duas vezes por ano para a área. A Comissão Regional de Obras/12 (CRO/12) é responsável pelo incremento da atividade de construção na Amazônia Ocidental. Existe grande dificuldade no recrutamento de recursos humanos na área de saúde, impondo à 12ª RM a convocação de oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários de outras RM tributárias.
Atualmente, a Estrutura de Apoio Logístico do Comando Militar da Amazônia (CMA) é a seguinte: a 12ª RM, com suas organizações militares diretamente subordinadas, em Manaus; a 1ª Base Logística em Boa Vista; a 16ª Base Logística em Tefé; a 17ª Base Logística em Porto Velho.

Meios de Transporte Utilizados
Aeroviário - Empregam-se os meios aéreos disponíveis da FAB e, excepcionalmente, os do 4º Esquadrão de Aviação do Exército (4º EsqdAvEx), com sede em Manaus.

Por intermédio do Plano de Apoio à Amazônia (PAA), o CMA, a 12ª RM e o VII Comando Aéreo Regional (VII COMAR) desencadeiam, bimestralmente, um planejamento para o transporte de suprimento, com prioridade para gêneros frigorificados, com a finalidade de suprir as unidades-sedes de base e sub-base logística. Partindo de Manaus, aeronaves C-130 Hércules carregam alimentos para Boa Vista, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Tabatinga e Cruzeiro do Sul.
A partir dessas localidades, aeronaves C-115 Búfalo, C-95 Bandeirantes, C-98 Caravan e C-91 Avro, de acordo com as disponibilidades, suprem todos os pelotões especiais de fronteira desdobradas na Amazônia Ocidental.
Na área abrangida pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva (Rondônia, parte do Amazonas e do Acre), esses gêneros são adquiridos na própria região.
Rodoviário - Empregam-se os meios orgânicos das OM subordinadas à 12ª RM, principalmente o 12º Batalhão de Suprimento.
Basicamente esse modal é utilizado no suprimento de todas as classes, exceto os perecíveis, à Guarnição de Boa Vista, através da BR-174, bem como nas ramificações existentes entre São Gabriel da Cachoeira e Cucuí-AM; Porto Velho e Guajará-Mirim-RO; Porto Velho e Rio Branco e nas ligações rodoviárias existentes entre Rio Branco e Plácido de Castro, Assis Brasil e Epitaciolândia, no Acre.
Aquaviário - A Amazônia Ocidental, pela sua riqueza em hidrovias, possui grande parte dos meios de transporte voltados para as aquavias.
Em Manaus, encontra-se o Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (C Embc/CMA), Unidade possuidora de diversos tipos de embarcações táticas e logísticas, destacando-se, para a execução do transporte de suprimentos, as balsas de 40, 60, 100, 150, 200 e 300t e seus empurradores.
Pode-se, ainda, contar com os meios da Marinha, que possui uma Flotilha em Manaus, com embarcações pesadas, navio-oficina, navio-hospital e outros tipos de embarcações.
O planejamento dos transportes aquaviários é atribuição da 12ª RM, por meio do Centro de Operações de Transporte (C Op Trnp). Na execução dessa atividade, o Centro coordena as ações do 12º B Sup, do C Embc/CMA e de outros usuários do Sistema de Transporte Regional.
Trimestralmente, partem de Manaus com destino a Boa Vista, Porto Velho, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Tabatinga e Cruzeiro do Sul embarcações conduzindo suprimentos de todas as classes, principalmente equipamentos pesados, viaturas militares, embarcações, material de construção, gêneros de paiol em geral, óleos, combustíveis e outros.
A partir de Porto Velho, a 17ª Base Logística (17ª Ba Log) suprirá as guarnições de Guajará-Mirim e Rio Branco.

MOMEP – Uma Missão Especial
Como decorrência do conflito entre o Peru e o Equador, em 1995, foi criada a Missão de Observadores Militares Equador/Peru (MOMEP), sob a égide dos países garantes do Protocolo do Rio de Janeiro – Argentina, Brasil, Chile e Estados Unidos.

A partir de julho de 1997, coube ao Exército Brasileiro a missão de constituir o Grupo de Apoio à MOMEP (GpAp/MOMEP), formado até aquela data, pelo Exército Norte-Americano.
Com isso, a 12ª RM foi incumbida de selecionar e enviar para a área em questão um contingente, com a finalidade de proporcionar o apoio logístico necessário aos militares dos países envolvidos na operação e realizar o controle de todo o patrimônio distribuído pelas diversas diretorias ao GpAp/ MOMEP.

O Exército como elemento de ocupação permanente da Amazônia
O esforço despendido para a ocupação da Amazônia é antigo e dura mais de 300 anos. Embora somente agora se possa dizer que a Amazônia está sendo realmente ocupada, o segmento militar a ela está fortemente vinculado desde o início de sua colonização, quando, em 1616, Francisco Caldeira Castello Branco, ao erguer o Forte Presépio, deu origem à cidade de Belém do Pará.
Não podemos deixar de assinalar, também, que a grande arrancada dessa conquista deveu-se à expedição do capitão-mor Pedro Teixeira que, em 1637, reconheceu o rio Amazonas, indo até Quito, no Equador.
Portugal nunca se descuidou da defesa dos territórios amazônicos tão duramente conquistados. Estabeleceu postos e fortificações que demarcaram seus domínios de forma inequívoca e que vieram a dar o contorno do Brasil.
Os contingentes militares dessas fortificações constituíram, durante muito tempo, a única presença luso-brasileira na área e muitas delas transformaram-se em vilas e cidades existentes até os nossos dias.
Em meados do Século XVIII, governou a Província do Grão-Pará, o capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, cujo programa de governo tinha como objetivo defender a fronteira e povoá-la.
A participação marcante no processo histórico de desenvolvimento da Amazônia de Mendonça Furtado fizeram com que o Exército Brasileiro o homenageasse, concedendo à 12ª RM, a denominação histórica de "Região Mendonça Furtado".
No início do Século XX, com a instituição da colonização militar no País, iniciou-se a demarcação da linha de fronteira ocidental do Brasil. As colônias militares eram estabelecimentos compostos por contingentes militares e colonos civis, destinados a proteger a fronteira e a promover o povoamento da área.
Cabe salientar, ainda, que as estreitas ligações do Exército com a Amazônia ficaram definitivamente consolidadas por meio da obra do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, incumbido, na primeira década deste século, de construir linhas telegráficas ligando o Centro-Oeste à região amazônica, permitindo sua integração ao restante do País.
Com o passar dos tempos, inúmeras ações foram realizadas pelo Exército para a evolução do dispositivo militar na Amazônia, caracterizando a ocupação permanente da área.
Outro fator a ser destacado e que bem caracteriza a ocupação permanente do Exército nessa área é o papel desempenhado pela Engenharia Militar. Com uma larga folha de serviços prestados ao desenvolvimento sócio-econômico da região, o 2º Grupamento de Engenharia de Construção dá continuidade à tradição dos desbravadores da Amazônia, procurando integrar, cada vez mais, a vasta região ao restante do País.
Com a implementação do Programa Calha Norte na década passada, por iniciativa do Governo Federal, foram criados outros pelotões especiais de fronteira, em locais situados ao norte das calhas dos rios Solimões e Amazonas, constituindo núcleos de vivificação.
Esta ação pioneira do Exército na Amazônia foi sempre realizada com extrema dificuldade e enorme sacrifício, seja no nível institucional, seja no nível individual de cada militar que por ali passou. Além das dificuldades de instalação e manutenção dos efetivos, naquela região, para o Pelotão de Fronteira seguem militares, na maioria jovens, alguns acompanhados de suas famílias, sem nenhuma recompensa material significativa, munidos apenas do ideal de servir.

O apoio às populações civil e indígena que orbitam em torno dos quartéis
Com exceção das quatro capitais dos estados que compõem a Amazônia Ocidental, dotadas de infra-estrutura adequada às necessidades da população, nas demais localidades onde existe uma Organização Militar (OM) do Exército, essa desempenha um papel social relevante, por meio das chamadas "ações subsidiárias". Nessas ações, pela importância e abrangência, podem ser destacadas as seguintes atividades:

Colonização - A ação colonizadora é decorrente da fixação de contingentes civis em torno das OM mais longínquas e do apoio de toda a ordem que é prestado a esses núcleos. Constituem exemplos clássicos dessa ação todos os pelotões especiais de fronteira (PEF).
Educação - Em todas as OM de fronteira, ora em convênio com a Secretaria de Educação dos diferentes estados, ora inteiramente a cargo das próprias OM, funcionam escolas de 1ª a 8ª séries do 1º Grau e, em algumas, até do 2º Grau , além de centros profissionalizantes. Vale aqui ressaltar o caso de Tabatinga, onde o comandante do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva é o diretor da Unidade Educacional de Fronteira de Tabatinga, tendo, sob sua responsabilidade, um total de 10 escolas, 250 professores e 8.000 alunos.
Saúde - Na faixa de fronteira e em muitas localidades do interior, os pequenos hospitais e enfermarias do Exército são, na maioria das vezes, os únicos locais de atendimento para a população. Ademais, diversos convênios com o Ministério da Saúde e órgãos governamentais ajudam a minorar a carência do apoio de saúde na região.
Em hospitais de Guarnição, como o de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, os atendimentos para o pessoal não-militar, onde estão incluídos índios, civis nacionais, civis e militares dos países vizinhos, chegam a representar mais de 90% do movimento global. Também merece menção o apoio que prestam os PEF, pelos motivos já citados, bem como o dos recém-criados tiros-de-guerra, localizados em pequenas cidades do interior, os quais, fugindo à sua organização tradicional, contam nos seus quadros com um médico e um dentista. Esses profissionais, como decorrência natural da pequena demanda representada pelo efetivo reduzido de atiradores, terão condições de desenvolver um grande trabalho assistencial em prol das populações locais.
Integração - O quadro de isolamento da região amazônica ainda persiste nos dias atuais, conforme explanado anteriormente. Contudo, a situação vem evoluindo, a partir da conscientização nacional de integrar a região ao restante do País. Desde a década passada, o Exército, valendo-se de sua Engenharia de Construção, começou a participar intensamente da abertura de estradas que visavam romper a dependência do transporte fluvial e interligar núcleos populacionais.
Nesse esforço de integração, os batalhões subordinados ao 2º Grupamento de Engenharia de Construção participaram de obras significativas na BR-174 (Manaus-Boa Vista) e BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-RioBranco-Cruzeiro do Sul). Atualmente continuam participando de obras de construção e conservação nessas rodovias.
Além das atividades abordadas em destaque, o Exército presta os mais variados tipos de apoio às comunidades civis e indígenas que orbitam em torno dos quartéis, por meios de suas OM, que realizam o transporte de merenda escolar, hospedagem e alimentação de professores e apoio ao Programa Universidade Solidária.
Proporcionam, ainda, manutenção de internato para crianças pobres e direção de centros de treinamentos pro-fissionalizantes. Participam de campanhas de imunização contra endemias da área, executam evacuação aeromédica, suprimento de gêneros alimentícios e instalação de meios de comunicação, inclusive antenas parabólicas com retransmissores.
Para essas comunidades, a Logística na Amazônia Ocidental consubstancia de forma inequívoca as figuras do Braço Forte, que protege, e da Mão Amiga, que ampara, apanágios do Exército Brasileiro.

                    A Logística na Amazônia é uma situação
                       real de combate desde os tempos de paz, nos
                                 orgulhamos de fazê-la. SELVA!

Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro,


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