Ponto de origem x Ponto de embarque:
Como fator de competitividade
No atual contexto de globalização, a logística integrada tornou-se
uma ferramenta muito importante como fator de competitividade. No Brasil verificam-se
investimentos privados na modernização dos portos a fim de melhorar e agilizar o
escoamento da produção nacional, mas ainda o custo da distribuição no território
nacional ainda é muito elevado comparado a custos de outros países.
Os preços de um
produto para exportação na fábrica, ou seja, o preço EXW INCOTERM 2000, em
alguns setores demonstra-se muito competitivo em relação aos seus concorrentes no mundo,
mas o simples fato de transportar esta mercadoria até um Porto de Embarque, para sua
respectiva exportação via Marítima, em alguns casos a competitividade inicial do
produto deixa de existir devido a onerosa cadeia modal brasileira.
A estrutura modal do
Brasil vem sendo modificada gradativamente, mas ainda o país é muito dependente do
transporte rodoviário, que além de ter seu custo elevado para transporte de largas
distâncias, ainda apresenta uma malha rodoviária com problemas, acarretando em custos
operacionais elevados. Se levarmos em consideração determinado produto que não é
fabricado na faixa litorânea nacional que ainda representa
grande parcela industrial nacional e que além da curta distancia até os respectivos
portos de embarque, ainda apresenta malhas rodoviárias regulares, percebe-se que o custo
logístico de empresas localizadas no interior do Brasil é significativamente maior, não
somente pelo longo curso de transporte até o porto mais próximo, mas também pelos
custos que agregam este frete como: concentração no modal rodoviário e seus respectivos
custos adicionais de pedágios, roubo de carga, etc.
Além de o Brasil apresentar custos portuários elevados, o frete rodoviário adicionado a
eventuais tarifas de pedágio, mesmo a mercadoria tendo como destino a exportação, vêm
aumentando o custo final do produto, acarretando numa perda de competitividade e
prejudicando o custo do produto no Porto de Embarque (FOB), pois muitas vezes esta
diferença de custos na origem (fábrica) e posto no Porto de saída designado é
determinante na competitividade do produto nacional a ser exportado.
Luiz Augusto Silva,
Gerente de exportações de empresa do setor Moveleiro e
Professor universitário de Comércio Exterior
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