Reavaliando as estratégias de logística
A situação atual dos serviços de logística
está passando por momentos difíceis, faz alguns meses que começamos a ouvir a palavra
integração logística, ou seja, que as empresas estão cada vez mais em busca de
integração dos meios de trabalho com objetivo final focado no cliente.
É obvio que utilizar uma cadeia logística de serviços gera qualidade na distribuição,
mas nem sempre apresenta uma redução de custo, muito pelo contrário, gera a necessidade
de mais pessoal, mais centros de distribuição próximos ao cliente, consequentemente
aumentam os estoques nestes centros. Mais pessoal, mais treinamento e a outra perna que é
a capacitação das técnicas de trabalho aparecem.
A conclusão final é de que se buscava a criação de uma teia ou cadeia sinérgica e
harmônica para permitir a realização dos trabalhos integrados. O resultado final foi: a
teia tornou-se complexa, aumentando os custos para gerenciá-la. Antes bastava um único
depósito para centralizar nacionalmente as operações, com um estoque mínimo definido
junto a um pessoal suficientemente capaz, hoje, isso se tornou insuficiente.
Sistemas de transporte como o "Milk Run" exigem adequações nas frotas, que
devem ser de grandes volumes, constituindo-se, portanto, um sistema lento e caro. Na
atualidade, as frotas precisam ser rápidas, pois os pontos de coleta ficaram mais
distribuídos e rotas precisam de mais flexibilidade para circular em mais pontos, por
vezes até de difícil acesso. A quantidade transportada de carga deve ser menor, porém
mais frequente, alinhando-se ao sistema JIT ("Just-in-Time") das fábricas.
Vivemos um momento em que o JIT deixou de ser apenas uma frase exótica de propaganda das
empresas de logística. Aderir e adaptar-se a ele é um pré-requisito para fechar grandes
contratos com grandes empresas. A teia está tecida e vai muito bem obrigado. As empresas
de logística estão sendo ou já foram apresentadas ao sistema integrado, logo já
entenderam a lógica do JIT.
As multinacionais, detentoras do know-how do sistema integrado, especialmente as
multinacionais especializadas em logística, conhecem muito bem as deficiências das
empresas nacionais da mesma área. Por isso, elas fecham as portas, fecham as cortinas e
diminuem o tom de voz para tratar de assuntos relacionados ao sistema de trabalho e suas
estratégias.
Os profissionais destas empresas, aqueles que elaboram estratégias, são privados de
contatos que possam apresentar riscos de ensinar o que foi aprendido, gerando,
inadvertidamente, um concorrente potencial.
Costuma-se chamar a cadeia logística de um grande "Frankenstein", pois as
empresas não sabiam como encaixar seus membros, tronco e cabeça. Hoje, em um período
muito rápido, os brasileiros entenderam as exigências do futuro e montaram esse monstro.
Posso até chamar de kaisen o que o ressucitou. Hoje, montado, ele representa a cadeia
integrada que, mesmo com dificuldades, continua caminhando.
Deve-se fazer a logística integrada andar sem atropelo. Reduzir custos e trabalhar com
inteligência. Esse "