EMPRESA E CONSULTORIA, VEJA PELOS DOIS LADOS

Como as empresas enxergam este profissional, que vem para ajudar e como as consultorias agem.
Com vinte anos de experiência no mercado, tenho vivência profissional diversificada, por ter trabalhado em empresas com ramos de atividades diferentes. Talvez, tenha sido este o motivo, que faça com que eu tenha maior flexibilidade, como consultor, em entender os problemas de cada segmento.
Para mim, que já estive do lado da empresa, fica mais fácil sentir como são vistos os consultores e as consultorias. Existe uma desconfiança total. Começa pela definição interna, se haverá contratação ou não.
Alguns são contra, outros são a favor. Os contras, sentindo-se ameaçados pela possível queda de supremacia, desprestígio, ou medo que venha à tona pequenos erros ou falhas do dia a dia, até então encobertos pela correria da rotina, argumentam que não há necessidade da contratação, pois poderiam desenvolver paralelamente o projeto. O problema é que quase sempre dizem não ter tempo. Alegam que suas mesas estão empilhadas de papel, muitos pepinos para resolver e o telefone não para de tocar. Aliás, este é um sinal que a coisa está errada, pois gestão estratégica, não pode estar trabalhando como linha de produção.
Os que são a favor, mostram em reuniões que o quadro não está se alterando e que não tem mais tempo de ficar esperando na prática, o resultado de outras tentativas.
Depois de muitos prós e contras, os contras acabam cedendo meio a contra-gosto, devido a não alteração da situação na empresa.
Fazer consultoria em uma empresa dividida, requer grande jogo político e capacidade profissional, pois com certeza, os contras irão de certa forma boicotar o projeto, atendendo os consultores como uma obrigação e dificultando/retardando as informações básicas requeridas.
Já tive situações parecidas, onde em primeiro lugar procuro esclarecer, que os consultores não tem a pretensão de entender do ramo de atividade do contratante, mais que os mesmos, que estão muitas vezes há muito tempo na empresa. Esclareço ainda, que pela nossa experiência e por estarmos de fora, teremos outro enfoque do problema, com visão sistêmica, agregados a tecnologias de ponta. É importante ressaltar a cumplicidade que teremos durante o projeto, na busca de soluções/ melhoramentos em prol da empresa.
Quando há divergentes, o trabalho vai cativando gradualmente os participantes desconfiados, pois aos poucos vamos demonstrando conhecimento, domínio da situação e caminhos até então não explorados.
É por ter este domínio da situação, que muitas vezes temos a coragem de sugerir mudanças radicais nos métodos e controles praticados até então. Isto causa a princípio, certo receio, pois faz parte do ser humano ter medo de mudanças, lidar com o desconhecido. Por isto, tendem a se acostumar com a situação rotineira, de que sempre foi feito assim, e a empresa já existe a tanto tempo, por que mudar agora ?
Para empresas com esta mentalidade, é de vital importância o desenvolvimento do cronograma de implementação, com treinamento paralelo dos envolvidos e um coordenador interno muito atuante e integrado ao projeto, com os esforços voltados para a obtenção dos resultados esperados.

Marcos Valle Verlangieri,
Diretor da Vitrine Serviços de Informações S/C Ltda.,
empresa que criou e mantém o www.guiadelogistica.com.br  

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