Integração da estocagem com a área de separação

Integrar um eficiente sistema de separação de pedidos em um sistema de estocagem de itens dos mais variados tipos, quantidades, tamanhos, entre outras características peculiares a cada produto, não é tarefa simples.
Desta forma, vamos apresentar algumas possibilidades de integração destes dois sistemas, fundamentais no processo de armazenagem.
Os atuais Centros de Distribuição que agregam valor através de serviços adicionais, tais como fracionamento de cargas, montagem de kits, precificação nas embalagens, entre outras, assumem um papel cada vez mais condizente com sua missão de atingir um nível de serviço e produtividade de classe mundial.
Essa tendência, que se pode observar no mercado atualmente, modifica sensivelmente as operações de armazenagem e, consequentemente, demanda soluções de estocagem e separação mais estudadas, desenvolvidas, implementadas e gerenciadas.
Visto que estes atendimentos a pedidos tornam-se cada vez mais customizados, pois derivam da necessidade específica de cada cliente, pode-se entender que os armazéns ou centros de distribuição serão apenas ferramentas para se atingir tal objetivo.
Neste contexto é que surgiram e continuam surgindo, cada vez mais, soluções que visam uma maior qualidade e produtividade operacional na estocagem e separação.

Conceitos de integração e localização de áreas
Existem basicamente três conceitos de integração e localização da área de estoque e da área de separação, que podem ser descritos da seguinte forma:

1. Áreas de separação e estocagem separadas fisicamente - É o conceito onde a área de estocagem, que possui uma quantidade de itens superior à área de separação, está separada fisicamente e é responsável pelo reabastecimento dos produtos da área de separação, que é mais compacta e permite maior produtividade na separação de pequenas quantidades de uma grande variedade.

2. Áreas de separação e estocagem separadas verticalmente - O conceito baseia-se na instalação de um sistema de separação no nível inferior de uma estrutura de estocagem, considerando os níveis superiores para guarda do estoque reserva, responsável pelo reabastecimento do sistema de separação. Deve-se avaliar, neste caso, o impacto operacional de integrar-se os fluxos de separação e de estocagem.

3. Áreas de separação e estocagem integradas nos mesmos locais - O Conceito considera que o local de estoque já é a zona de separação, reduzindo com isso o processo de reabastecimento dos casos anteriores. Importante verificar neste caso se a movimentação não será muito intensa, ocasionando baixa produtividade operacional devido a congestionamentos nos corredores.

Nas três formas apresentadas, a criatividade para a composição dos sistemas, integrando diversos equipamentos de estocagem e separação, é que fará a diferença.
Desta forma, a identificação da melhor forma, bem como da melhor solução, é que definirá a eficácia do sistema, que pode ser medida através de indicadores relacionados com: ocupação do espaço, tempo de separação, distâncias percorridas, erros de separação, acuracidade do estoque, etc.

Conclusão

O grande desafio atualmente é investir tempo em planejamento no desenvolvimento de soluções que  integrem a estocagem com a separação, melhorando o nível de serviço aos nossos clientes, bem como a produtividade operacional.

julho/2001

Eduardo Banzato,
Gerente da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
Tel. (0--11) 5575 1400 
  imam@imam.com.br

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