Logística: evidência ou modismo?

A globalização da economia fez com que a logística deixasse de ser mais um departamento isolado dentro da empresa, mas sim, um desafio holístico. As alternativas de sistemas adaptados para satisfazer as necessidades específicas são implementadas na base de conceitos de cooperação e parceria. Além disso, também é um indicativo de que a logística desempenha um importante papel. Baixos custos de transportes e fluxos eficientes de informações também são fatores essenciais de influência.
Em termos das necessidades dos produtos e atividades empresariais, isto se traduz em como tornar o local tanto necessário e global quanto possível.
Obviamente, isto também envolve investimentos. Apesar das oportunidades mundiais se tornarem mais fáceis e rápidas, é interessante notar que as empresas logisticamente bem organizadas estão contando com bases e novos locais de valor agregado nos mercados que atendem.
Como parceiros de inúmeras empresas, muitos negócios de exportação dependem da confiabilidade das entregas. Estabelecer parcerias confiáveis é, portanto, uma importante preocupação para as empresas.
A integração local é uma necessidade importante em todos os pontos nos quais as empresas operam. Grande ênfase é colocada na cooperação construtiva com os parceiros. Entregas de curto prazo, por exemplo, pressupõem que o produto certo esteja disponível no lugar certo, no momento certo e na quantidade certa - sem ter que depender de grandes estoques.
O objetivo de cada gerência é realizar a produção com um menor vínculo de capital e fornecer uma grande diversidade de produtos.
Tendo esta estratégia em mente, muitas empresas estão organizando sua produção e linhas de montagem seguindo os princípios do "just-in-time" ou manufatura enxuta.
Este processo envolve relocar para fora da empresa todos os produtos acabados com alto coeficiente de valor agregado e alto capital vinculado. Esta atividade é descrita como produção enxuta, terceirização, células sincronizadas, etc.
O know-how tornou-se um fator-chave de competição e é tão móvel quanto o capital, isto é, uma boa infra-estrutura de pesquisa e desenvolvimento não é mais tão vinculada a atividade industrial local. Atualmente, até mesmo a pesquisa está sujeita a todos os critérios econômicos que podem ser agrupados como eficiência econômica.
Acrescente isto ao fato de que no passado, o estado e a sociedade colocaram obstáculos ao invés de promover inovações.
Portanto, não estamos mais em um novo ambiente caracterizado por modismos, mas sim, num ambiente que se destaca pelas mudanças contínuas onde a logística aparece como o principal diferencial competitivo.


Reinaldo A. Moura,
Diretor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
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