A Logística no Comércio Eletrônico
Muito tem se falado sobre as vendas através da
internet, as chamadas e-commerce ( B2B e B2C ) e atreladas a elas a logística que envolve
diretamente o setor. Infelizmente tem se imputado à logística grande parte da culpa pela
deficiência no processo de remessa dos produtos comercializados pela rede. Será que a
deficiência do processo esta somente na logística?
As empresas que hoje estão atuando no comercio virtual e aqui vale lembrar que estas
empresas não são apenas aquelas específicas do comercio eletrônico mas também aquelas
que atuam no setor produtivo e viram na rede mundial uma possibilidade de maior
penetração e colocação de seus produtos, estão preocupadas apenas com a
comercialização em si do produto deixando um pouco de lado a preocupação com a
satisfação do cliente e que vem provocando desconfianças e descontentamentos do
consumidor.
Seria muito mais prático e confiável, se no ato da comercialização da mercadoria
estivesse a ela vinculada um gerenciador de estoque, que disponibilizaria on line a
quantidade de produtos estocados, evitando-se com isso o desprazer do consumidor, que
após efetuar sua compra seja informado muitos dias depois que sua mercadoria não consta
no estoque e que a sua compra terá um atraso na entrega ou em alguns casos, que ela não
será entregue, o que é muito pior, pois nestes casos o produto já está pago e envolve
todo um processo de estornos ou devoluções de pagamentos, gerando custos e desperdícios
de tempo.
Por que também não se colocar a disposição do cliente, opções na forma de envio do
produto ficando a cargo do cliente por exemplo, a escolha de receber o produto pelo
correio a um menor custo, porém um pouco mais demorado, ou através de uma entrega
expressa com maior custo porém com uma entrega imediata.
Por que também não se disponibilizar ao cliente uma opção de escolher a data para
entrega, evitando-se com isso, problemas como o risco de ninguém estar em casa para
receber e acarretar em mais custos de reentrega, ficando claro que para estes dois
últimos pontos mencionados deverão haver parâmetros mínimos pré-estabelecidos para
que não ocorram reclamações descabidas por parte dos consumidores.
Acredito que com estas colocações acima, proporcionariam uma maior confiança e um menor
descontentamento do consumidor e ai sim poder se mensurar e imputar culpas no processo de
comercialização eletrônica.
A logística não pode ser apontada como um problema e sim como uma solução deles e nem
se poderia ser ao contrário, pois fugiria do conceito básico de logística que é de
otimizar e racionalizar um processo produtivo com qualidade e menores custos e tempos.
Não pretendo com isso gerar conflitos entre as atividades, pois elas são partes de todo
um processo, apenas deixar claro que um sistema de informação que cubra desde a
solicitação ou intenção de compra de uma mercadoria até o recebimento da mesma seja
transparente, proporcionando ao internauta comprador confiança e tranqüilidade.
José Vitor Mamede,
Engenheiro de Produção pela UNIP
Pós Graduação em Adm. Geral
Especialista em Logística da FIESP
jvmamede@uol.com.br
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